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| Boris Diaw Scott Cunningham NBAE/Getty Images |
Confira esta abaixo:
COMO ESTA INDO A SUA TEMPORADA ATÉ O MOMENTO?
Não tão bem como esperava, ainda mais comparando com a temporada passado por causa dos minutos de jogo. Penso que todo o mundo quer mais isso. Os jogadores querem estar na quadra e passar mais tempo dentro dela. No começo da temporada, eu tinha uma média de 25 minutos por jogo; e infelizmente, no momento não estou tendo isso. Eu quero voltar para a quadra, conseguir mais tempo de jogo nesta temporada e ajudar a minha equipe ao máximo que puder.
COMO VOCÊ ULTRAPASSARÁ ESTE OBSTÁCULO?
Continuo trabalhando muito. Isso é a única coisa que você realmente pode fazer nesta situação. Eu continuarei trabalhando duro e mostrarei à todos que eu tenho que estar ai.
O QUE VOCÊ PENSA QUE MAIS TEM QUE MELHORAR NESTA TEMPORADA PARA ALCANÇAR A SUA META?
Eu sou um jogador versátil, então tenho que trabalhar em todos os aspectos para assim melhorar todas as partes do meu jogo. Vou trabalhar no meu arremesso, rebote, dribles, passes, enfim, tudo. A minha meta principal é sempre melhorar o meu jogo. Quero ser melhor do que era no ano passado.
COMO UM JOGADOR VERSÁTIL, NOS DESCREVA O SEU JOGO?
Penso que o meu jogo é mais de dribles e passes. Para falar a verdade, sempre tento fazer de tudo. Não quero apenas ser um arremessador ou um rebotero, e sim um jogador versátil que passa a bola bem, arremessa a bola e que também faz defesa com os rebotes. Tento fazer o necessário para a minha equipe.
COMO UM JOGADOR INTERNACIONAL, COMO É A SUA VIDA NA NBA?
É definitivamente muito diferente do que quando eu morava na França, mas eu gosto também. Em relação ao basquete é relativamente o mesmo. Tenho treino todos os dias, faço muita ginástica e musculação e jogo com os meus companheiros de equipe. Então é mais ou menos o mesmo conceito. Em termos da cultura e da comida, a vida em si é muito diferente. Mas como disse antes, o basquete agora esta mais ou menos o mesmo. Por exemplo, a equipe dos Estados Unidos perdeu nos últimos jogos olímpicos, o que da uma chance maior de crescimento para o basquete francês ou internacional. O nível do basquete internacional esta cada vez mais igual ao dos EUA.
O QUE SIGNIFICA PARA VOCÊ REPRESENTAR O SEU PAÍS AO JOGAR EM SUA SELEÇÃO?
Para mim não tem nenhuma pergunta. Já é parte da minha vida e da minha carreira jogar na seleção. E eu participo da seleção porque é uma honra, pois não é se estivéssemos sendo pagos ou nada. Faço porque é uma obrigação e uma tradição, pois a minha mãe já foi capitã da seleção francesa feminina por anos. Não tem se quer qualquer dúvida em relação a minha participação na equipe nacional.
E DO QUE VOCÊ MAIS SENTE FALTA DA FRANÇA?
Sinto mais falta dos meus amigos e da minha família, mas eles vêm me visitar muito. Tenho amigos vindo aos EUA o ano todo. Gosto muito da comida francesa, então aqui procuro ir a restaurantes franceses de vez em quando para não sentir tanta falta.
COMO UM JOGADOR FRANCÊS, O QUE VOCÊ PENSA DA GLOBALIZAÇÃO DA NBA ATUALMENTE?
Penso que isso é muito bom porque a cada ano tem mais e mais jogadores internacionais na liga. Há alguns anos atrás, a liga americana só tinha jogadores americanos. Hoje a NBA é a liga global com os melhores jogadores do mundo mesmo. Penso que isso é muito bom para o esporte em geral.
QUAL É O JOGADOR EUROPEU QUE VOCÊ MAIS ADMIRA?
Ah... eu não posso dizer eu, posso? (risos) Brincadeira. Atualmente penso que é o Dirk Nowitzki. Penso que ele é o melhor jogador europeu no momento. Ele é um excelente arremessador e ajuda muito a sua equipe. Eu o admiro porque ele também é um jogador versátil que tenta fazer de tudo pela sua equipe. Outro jogador europeu que admiro muito é o Tony Parker, quem é o meu melhor amigo na liga. Então a minha resposta é o Dirk e o Tony.
E EM RELAÇÃO AOS JOGADORES LATINOS? VOCÊ TEM UM FAVORITO?
Gosto muito do jogo do Manu (Ginóbili). Eu me lembro de assistir muito ele jogar pela televisão quando jogava na Itália. Os jogadores latinos jogam bem, mas eu adoro os jogadores brasileiros. Eles são todos muito simpáticos e gente boa. Acabei de falar com o (Anderson) Varejão sobre quando ele jogava em Barcelona, e com o (Leandro) Barbosa, o armador do Phoenix, que entrou na NBA pelo Draft o mesmo ano que eu. Conversamos bastante no Programa de Transição para os Novatos da NBA o ano passado, e ele é muito boa gente.
E COMO VOCÊ VÊ A SUA EQUIPE NO MOMENTO?
Penso que estamos jogando melhor do que algumas partidas atrás. Temos que começar forte e terminar mais jogos fortes. Temos que nos focar mais nos últimos minutos de jogo.
VOCÊ NÃO PÔDE PARTICIPAR DO PROGRAMA SOCIAL DA NBA “BASKETBALL WITHOUT BORDERS” EUROPA DO ANO PASSADO POR CAUSA DE SUA DISPONIBILIDADE, MAS O QUE VOCÊ PENSA DESSES PROGRAMAS SOCIAIS INTERNACIONAIS DA NBA?
Eu queria muito der participado. Penso que estes programas são muito bons, e quero muito participar no Acampamento da África. Eu sou francês, mas o meu pai é africano. Infelizmente, não é todo ano que eu posso participar nesses programas sociais da liga porque durante o ‘off-season’ eu jogo para a seleção da França. Mas quero muito participar neste programa, ainda mais que o meu meio-irmão participou deste programa há uns três anos atrás e por causa dele já conseguiu vir aos EUA para jogar basquete em um colegial. O bom é que o colégio dele fica em Atlanta, então pelo menos tenho alguém da minha família vivendo aqui comigo. O importante de tudo isso é que a historia dele deu esperança para muitos jogadores jovens de lá. Se eles podem jogar basquete, a NBA com estes programas não só darão esperança e instrução mas também uma oportunidade de melhorar.
VOCÊ MENCIONOU A SUA FAMÍLIA, QUE É UMA FAMÍLIA DE ATLETAS COM A SUA MÃE, QUEM É CONSIDERADA A MELHOR PIVÔ FRANCESA NA HISTÓRIA DO BASQUETE, E COM O SEU PAI, QUEM FOI UM CAMPEÃO EM SALTO ALTO.
É isso ai... o meu pai sempre fez atletismo enquanto a minha mãe jogava basquete por muitos anos. Ela tem melhores títulos que muita gente aqui na NBA, ganhou vários campeonatos franceses e europeus, dois campeonatos mundiais, entre outros. Cresci em uma família voltada ao basquete, então acho que foi por isso que acabei pegando o jeito. (risos)
COM QUE MENSAGEM VOCÊ QUER DEIXAR OS SEUS FÃS INTERNACIONAIS?
Muito obrigado... por tudo mesmo. Mas penso que a maioria dos meus fãs está na França. Sei que muitos deles me acompanharam enquanto eu estava ainda na França, e agora me acompanham aqui na NBA. Fico também muito feliz de receber muitas mensagens dos fãs através do meu website. Então, mais uma vez, obrigado.

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